terça-feira, 17 de julho de 2007

Do dia em que machuquei o meu pé direito...






"Carreguei na ilusão de novo...E o tempero desandou por pouco. Enganei meu coração, mas que tolo...Quis achar solução pra esse jogo. Não vou chorar a dor dos outros...Vim pra sambar meu samba torto. Aprendi a não brincar com fogo...Também quero ser feliz de todo. Se a rima escapulir eu não morro...faço samba mesmo assim, no duro” (Meu samba torto – Celso Fonseca)



Dia desses para trás consegui a proeza de “torcer” meu pé direito calçando um sapato baixo – Não há como ir trabalhar de salto quando se trabalha no Buritis – Estava voltando para casa, passos tétricos afinal, eram quase 23h. Sentia aquele ar noturno do qual tanto gosto – e este gosto aumenta com a chegada do inverno - estava curtindo a noite.

A dor foi lancinante, mas agüentei, faltava pouco pra chegar em casa. Chegando lá: um bom banho, um analgésico para a dor e cama, curariam qualquer pé torcido. Estava cansada e iria dormir logo. Era uma questão de tempo.

Acordei com a disposição zero de sempre...Um sono quase incontrolável, uma vontade de ficar dormindo até mais tarde e a certeza de que teria que ir trabalhar apesar do sempre e tanto, pecado da preguiça. Senti meu pé doendo, mas relevei – Tá doendo um ‘tiquim’ mas daqui a pouco passa! – murmurei para o meu pai que perguntou se eu havia melhorado. Qual nada! A dor continuou ali, insistindo em me fazer percebe-la a todo o momento.

De repente fiquei estática, a dor ainda ali, sofrida e amarga, ficou aguda e passou para todo o meu corpo. Meu pé direito inchado, calçado com as minhas havaianas floridas, até meio gordinho – Passa o Cataflam, Cinara e leva uma sandália aberta pra você calçar caso o inchaço fique pior – dizia minha mãe quase em súplica. – Como é que você vai fazer para andar? – ela ainda me perguntava quando saí do transe em que estava e indaguei desesperada: - Andar?! Meu deus! Como é que eu vou fazer para dançar assim?!

Naquele dia eu percebi, sou dependente de movimento, cadência e ritmo. E o óbvio ululante se fez: Vida de bailarina não é fácil mesmo!
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Postscriptum:

Sobre amizade:

Miga: Amo-te! Quem mais atenderia, numa manhã linda de domingo, uma Bailarina desolada e desencantada da vida? Um alento para um coração descompassado. Um dia ainda irei retribuir em dobro toda a atenção e carinho que você tem comigo. Eternamente do core...



Sobre as “burrices” que cometo:

Não sou imune. Sou impulsiva. Não sei perder com classe. Tenho que aprender a arcar com as conseqüências das minhas escolhas e atos. Mesmo sabendo que eu posso – e vou – quebrar a cara. Mas estou aprendendo, a duras penas é verdade, que o que não tem remédio, remediado está. Sem mais.

2 comentários:

Ju disse...

Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café Café café café café café!!
Bjos

Marcos disse...

Ai.....
Tadinha!!!
Dorflex, xuxu... Dorflex.....