segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tipo



Outro dia estava no samba e uma amiga comentou que havia um cara na mesa ao lado que era ‘meu tipo’. Olhei para a mesa e vi o tal ‘cara’: estatura mediana, caucasiano, cabelo preto, sorriso bonito, usava calça jeans, camisa de malha e tênis. Um homem normal, nada de outro mundo, apenas mais um cara curtindo o samba como eu e os demais que ali estavam. Voltei novamente a atenção para a minha amiga e perguntei o que a fazia pensar que aquele era o meu ‘tipo’. Segundo a resposta dela, ela havia se baseado nos meus últimos namorados e traçado um perfil, além disso, ela achava que a ‘estampa’ combinava. Mais um gole de cerveja, um beijo no meu garçom preferido, tamborim na mão e vamos firmar a batucada. Assim, deu-se por encerrado o assunto.

Hoje estava revendo algumas fotos e acabei encontrando algumas de namorados, rolos e afins, não só meus, mas de amigas, da minha irmã, primas, etc. Achei engraçado porque de certa forma todo mundo segue um padrão. Apesar de não gostar dessa coisa de padronizar, desse modelo fordista, tive que concordar que todo mundo tem um ‘tipo’ e não é só para o par ideal, mas para dançar, escrever, trabalhar, enfim, um ‘tipo’ que a gente acaba procurando. Claro que não é para radicalizar, claro que as coisas mudam, e com os ‘tipos’ não seria diferente. Mesmo porque, quando a gente fala do sexo oposto, não é uma questão de ‘tipo’ e sim de ‘química’. Do mesmo jeito que me atrai um sorriso bonito e barba por fazer, me atrai gentileza, educação, tom de voz, e uma coisa não precisa ser ligada a outra. Pode ser aquele ‘maluco’ da pós, o ‘certinho’ da agência, o ‘educadinho’ da T.I, o ‘bombado’ da academia, o ‘vizinho’ que corre com o cachorro, o ‘amigo-do-amigo’ que freqüenta o mesmo buteco. Não importa o ‘tipo’, cada um tem o seu ‘quê’ a mais que pode ou não despertar o nosso interesse. Não existe ‘meu tipo’, ‘seu tipo’, ‘nosso tipo’ ou o que for. Não existe ‘tipo certo’ muito menos ‘tipo errado’.

Existe sim uma infinidade de pessoas que querem se conhecer, que querem trocar experiências, carinho, paixão, quem sabe juras de amor ou só mesmo ‘fluídos corporais’. Existem muitos ‘tipos’ por aí e é isso que é bom! Salve a diversidade! Ainda bem que ninguém é igual a ninguém! A gente já tem que fazer tanta coisa igual, já existe tanto estereótipo por aí, pra quê criar mais um, só pra si, particular? Pra quê restringir, comprimir, reduzir as possibilidades? Para estar feliz não existe ‘padrão’, existe vontade e para vontade, não existe ‘tipo’!

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Postscriptum:


Pra quem ainda não se habituou, o 'BSP' agora é atualizado uma vez por mês, sempre no dia 02! Assim que a correria passar prometo voltar com mais assiduidade!


Beijo bom de saudade!


Um comentário:

Michelle disse...

Vixe tudo VERDADE!!!
Viva a Diversidade.
Não perco um "dia 2"
ADORO...