sábado, 2 de abril de 2011

Pra salvar a minha vida



"Escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria"
(Clarice Lispector)

Sempre escrevi. E sempre deixei claro que escrevo por necessidade, não por vocação ou talento. Escrevo pra estravassar meus 'ais', pra exorcizar meus demônios, pra entender minhas pirações, dar asas ao espírito livre, sossegar a alma inquieta. Escrevo por mim, pra mim.

Quando resolvi pegar tudo o que eu escrevia e publicar não esperava leitores ávidos, muito menos compreensão. Aliás, não esperava nada. Queria apenas 'escrever meu livro', já que o ter um filho eu abro mão e pra plantar uma árvore ando 'sem tempo'.

Escrever muitas vezes é meu bote salva-vidas. É meu porto seguro. Minha ponte, minha cama elástica no fim do poço, escrever muitas vezes é o remédio, parafraseando Mart'nália, que me tira do tédio. Escrever é meu sopro de boa nova, é minha oportunidade de recomeçar, todas as vezes que começo a primeira frase.

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Postscriptum:

Caros amigos, continuo em Recife e o excesso de trabalho, a saudade de casa e todas as coisas novas que estão acontecendo acabam afastando minha velha amiga, inspiração, mas enfim, chegou dia 02, e como manda a tradição: novo post. Comemorando os 04 anos do #BSP, agradecendo à todos por dividirem comigo as minhas neuras por aqui.

Abraços e beijos saudosos,

Bailarina

2 comentários:

Rafa disse...

Você está em Rêecife?! Ochi e é?! rsrsrs saudadesss mocinha!!! Extravasar faz bem a alma e ao coração!!!

Michelle disse...

Já tem tempos que está por ai né Flor?! O retorno vai merecer aquele 'samba de arromba' ... Mas enfim estou aqui esperando esse livro, heim?! Muito aguardado, pode deixar que eu me encarrego de jogar as sementinhas no chão que assim eu asseguro de ler o livro na sombra dessa árvore.
Até a volta Flor... Bjão