terça-feira, 10 de abril de 2007

A longa e interminável arte da espera....


Constatei o óbvio hoje....eu odeio esperar...odeio qualquer idéia de espera...odeio ficar na expectativa...odeio ficar a mercê do senhor do tempo: o relógio! Ôh terça-feira que não passa....ôh telefone que não toca...Tô ficando paranóica...e essa carência afetiva ainda vai me arrastar pro buraco.
Hoje eu arrastei o dia...arrastei o trabalho, o que irá me render algumas horas de hora-extra...ou seja...o dia de trabalho não vai terminar ás 18H...a estética vai ter que esperar...
Me lembrei que tenho que comprar ração pro Hucky...Não tenho sido uma boa dona. Pela primeira vez em muito tempo, tô pensando que a melhor opção mesmo é arrumar um novo dono para o meu amigo peludo....é triste, isto está me deixando infeliz, mas eu não estou conseguindo cuidar nem de mim...

Mário Quintana define o tempo-relógio:
"Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira"

José Angel Buesa define a espera:

"Yo sé que tú eres de otro y a pesar de eso espero.
Y espero sonriente porque yo sé que un día
como en amor, el último vale más que el primero
tu tendrás que ser mío"

PS: Preciso me lembrar que eu não devo criar expectativas sobre nada, nem ninguém...
PS: Minha melhor amiga tá doente...pq será que as pessoas ficam doentes?

Nenhum comentário: