sexta-feira, 2 de julho de 2010

Felicidade alheia




“Quantas vezes a gente em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz.”
(Mário Quintana)



Outro dia uma amiga 'twittou' que passadas as festas de 15 anos e as formaturas era chegada a hora dos casamentos. Respondi que fatidicamente essa hora seria precedida pela hora dos batizados e que era a vida feliz seguindo seu rumo.

Verdade seja dita, é a vida ‘normal’ acontecendo todo dia. É a vida do vizinho da casa da frente, da colega de trabalho, daquela prima mais nova, da melhor amiga, do amigo do curso de inglês... Enfim, é a nossa vida acontecendo, porque não?!

Na mesma semana uma colega do meu antigo emprego avisou a todos que seu bebê havia nascido. Outro dia mesmo uma amiga se casou, outro se divorciou, aquela que sempre reclamava do azar no amor achou o ‘príncipe’ encantado, meus vizinhos da casa ao lado se mudaram, meu ex-namorado arrumou uma nova namorada, a Tatá foi estudar no colégio que meus irmãos e eu estudamos, a Maria Rita veio fazer show em BH, abriu uma Yoggi na Fernandes Tourinho e um Rei do Mate na Cristovão Colombo, outro dia mesmo apareceu um risco numa janela, minha irmã resolveu fazer um curso de massoterapia, era a melissa de pierrot e a camisa retrô da Portuguesa o motivo das risadas na cama, meus pais viajaram e meu irmão trocou de carro, outro dia mesmo alguém que eu não conheço ganhou na loteria, foi pedido em casamento, recebeu uma promoção, achou dinheiro no bolso da calça, adotou um cachorrinho vira-lata, passou no vestibular, aprendeu a navegar na internet, teve uma noite maravilhosa, tomou um pote de sorvete, viajou a primeira vez de avião, tomou um porre homérico, tirou carteira ou só mesmo saiu mais cedo do trabalho.

Todo dia a vida acontece pra todo mundo e de certa forma pra cada um existe sua felicidade particular. Uma amiga disse que eu (logo eu, sempre taxada de pouco romântica) estava virando uma sentimental. Mas na verdade, acho bonita a felicidade alheia. É de uma esperança sinestésica, como quem diz: tenha fé. E aí se tem.

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Trilha Sonora:

"A Felicidade" (Maria Bethânia_Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

2 comentários:

Michelle disse...

Mais uma vez...
Amo tudo que vc escreve. 02/08 dá numa segunda feira k k k já estou aguardando o próximo.

vanessa disse...

Nossa, eu também acho incrível poder vivenciar as experiências que o tempo inteiro acontecem.
Pra mim, esse é o verdadeiro romantismo. Se ater ao lado bom das coisas. Saber enxergar a beleza das coisas.
E que mal há em ser sentimental? Sentir não implica emburrecer. E olha que isso já foi pauta de muitas conversas em mesa de bar, mesa de kahlua ect etc. :*)