Largo a paixão...

Nunca pensei que eu pudesse me apaixonar de novo, não depois da ultima peripécia em que me aventurei por estas paragens. Mas apaixonar-se é gostoso, gostoso demais. E é por isso que constantemente estamos apaixonados. Dá um certo ar de contos de fadas à vida, mesmo quando a realidade nos parece dura e cruel - Correria, trabalho, trabalho, trabalho... Já falei trabalho? Pois é, trabalho, stress, família, amigos, compras no supermercado, a nova habilitação da faculdade, o aluguel, médico, assinatura da revista, aula de dança - Enfim, seria bacana se tudo fosse simplesmente lindo, perfeito e cor-de-rosa. Mas estar apaixonado é, antes de tudo, um estado de espírito. E é um estado de espírito que transforma a gente e tudo à nossa volta. Pode até parecer uma visão otimista demais e quase ingênua, mas comece a reparar, paixão contagia. E assim como ela contagia ela invade. É, invade, porque ela não bate na porta, manda recado, pede licença ou liga avisando, ela chega, assola, se instala, arre...