A ditadura do relógio...

(ou 'O relógio amarelo') Vivo a ditadura do relógio. O tempo não corre, sou eu quem corre atrás dele. Pra mim, seriam necessárias muito mais que as 24 horas de um dia. Poderiam ser 72 e ainda sim me faltaria tempo. E não pense que não sei que ele é relativo. Afinal, para mim com milhões de coisas a fazer, ele passa de uma forma, para a mãe que espera seu filho, para a criança que cresce, para o enfermo que espera a cura ou para o presidiário que cumpre a sua sentença ele passa de outra, diferente certamente. Cada um tem o seu tempo e faz com ele o que bem entende. O ‘meu´ tempo é dividido de forma desigual. Trabalho, freela , família, projeto, amigos, aula, cachorro, samba, academia, dormir, escrever... Cada coisa quer uma parcela maior para si desse meu tempo tão escasso. E eu quero só tempo pra mim. Quero tempo para correr pro prazer. Quero tempo para o ócio. Quero tempo só para ter tempo. Quero tempo pra dizer sim ao invés de não. Quero tempo para não atender ao telefone. Qu...