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Para as ondas do mar...

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Voltei da praia de energia e ânimos renovados. Certa de que não há mal que um bem não cure e nada que um bom banho de mar e o quebrar das ondas na praia não nos faça pensar melhor. Voltei a acreditar que o sol nasce para todo mundo e que somos nós que nos escondemos na sombra. Trouxe muito mais que areia acumulada no assoalho do carro e aquele cheirinho de maresia impregnado na roupa. Trouxe na minha mala de volta, num cantinho que deixei reservado, uma nova perspectiva. Descobri que não vai dar mesmo para ficar esperando as coisas acontecerem e que se um-não-quer-dois-não-brigam. Descobri que eu vou ser feliz, nem que seja de pirraça. Resolvi que eu vou olhar a parte cheia do copo. Se não está bom de um jeito, vai estar de outro. Tudo é uma simples questão de ótica, vou olhar para o que está bom, para o que está dando certo e que vá para PQP o que estiver errado, ruim, ou simplesmente, ao contrário do que planejei. Vou aproveitar a oportunidade, vou pegar aquela onda. Se ela vai me da...

Da pedra e da vidraça...

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Um conto sobre uma velha máxima. Paulo era dito “o” tal. Todas as garotas, em qualquer lugar que fosse, derretiam-se por ele. Sua boa figura, seu jeito galante e sua fala mansa, deixavam qualquer mulher alucinada e disposta á tudo para cair em suas graças. Certo disso Paulo, que tinha fama de conquistador e homem de várias mulheres, se valia de todo seu charme na hora da conquista. Mandava flores, levava á bons restaurantes, boas casas de baile, abria portas e puxava cadeiras – um cavalheiro. - É preciso agradar a “presa” antes de dar o bote – Dizia ele rindo-se com um ar malicioso. Além destes predicados, Paulo era exímio amante. Sua vasta experiência em território feminino o concedera invejável knowhow de como levar uma mulher ao delírio na cama. E isso era motivo de orgulho e vantagem para o nosso jovem amigo. Gostava de gabar-se nas rodas de conversa, onde estava sempre acompanhado de beldades e cercado de companheiros dispostos a serem iniciados por ele na arte de ser, como el...

Do meu casulo...

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"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar" ( August Strindberg ) Este foi um final de semana de claustro. Passei praticamente todos os dias em casa, apenas os eventos vespertinos: Grupo Vocal, Mocidade, Esde no sábado á tarde e o almoço com os meus irmãos no domingo, me tiraram daquele que parecia ser um momento de introspecção. Minha mãe está viajando, e eu, sem colinho até quinta. Papai passou praticamente o domingo todo no rancho da tia Tereza e a Dolly foi a minha companhia amiga e fiel. Permiti-me então ficar no meu casulo, escondida entre os meus livros e meus papeis. A minha cama ficou desarrumada nesses dois dias e ainda se podia sentir o cheiro suave do meu perfume que ficou impregnado em todo o meu quarto desde sexta-feira. É, eu bem que tentei não sair na sexta, mas é quase impossível. Rodamos de carro, as meninas e eu, quase 02 horas – Hilário – A gent...

Eternal Sunshine...

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Confesso. Eu ainda penso nele. Penso sim. E penso, geralmente quando estou sozinha, absorta, quase desligada do mundo lá fora. Mas agora ele me veio à cabeça, de uma forma tão intensa que pude sentir o cheiro amadeirado daquele perfume que ele usa. Ouvi sua risada tímida, sua voz macia. Senti a sua mão segurando com força na minha, sua barba por fazer roçando de leve meu rosto e seu nariz tocando no meu – o computador na minha frente só é uma tela onde revejo momentos – Eu aqui, com tanta coisa pra fazer quando me vem aquela música de Caetano na cabeça – Ah, esse cara tem me consumido. A mim e a tudo o que eu quis...Com seus olhinhos infantis...Com os olhos de um bandido... - Preciso, realmente preciso, voltar ao trabalho... Admito. Eu quero pensar nele. Quero pensar no que poderia ter sido. No que não foi. Quero pensar que ele era exatamente o que eu queria. Quero perder meu tempo pensando em alguém que não merece. Quero pensar no desejo, na vontade, na libido e em tudo que ele acend...

Dos opostos e iguais...

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Um conto sobre a queda da teoria física. “ Olho os teus olhos/ Se perdendo na verdade/Nós dois tão opostos/Juntos na mesma verdade/Eu não sou como você/Amar não precisa aparecer/Eu amo/E sou assim como você” (Fotografia - Ana Carolina e Elder Costa) Nem eles acreditavam que pudessem ser tão parecidos - O “Casal 20 moderno” - diziam os amigos. Alguns diziam que havia até certa telepatia entre eles. Outros, que a química era perfeita. E no início tudo era o céu. Ela gostava de samba. Ele também. Ela gostava de tardes de sol e sorvete de casquinha. Ele também. Ela gostava de dirigir, de andar descalça, de cachorros. Ele Também. Ela amava aquela cidade, suas ruas e seus lugares. Ele também. De poetas espanhois, franceses, portugueses e brasileiros, Ela gostava e ele também. Gostavam da boa música, cinema e comida japonesa. Gostavam de bebida destilada, de gelo e de energético. E gostavam-se, um do outro, reciprocamente. E os iguais se atraíam . Nunca acreditaram na tal teoria da física....

Permissão para sorrir...

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Quero sorrir. Sorrir apenas por sorrir. Sem situação ou motivo aparente. Sorrir. Quero sorrir. Sorrir chorando, num paradoxo complexo. Sorrir. Quero sorrir. De mim mesma.Do mundo. Não me importar com o que pensam. Quero permissão para sorrir. Mesmo que isso me custe a tristeza dos meus dias solitários. ------------------------------------------------------------------------- Postscriptum: “O sorriso é uma das grandes armas do homem ” (Máxima Rabínica - Textos Judaícos)

Simplesmente ter medo...

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Vou pegar uma frase de um comentário feito aqui no blog recentemente. Adaptei para o título do post, mas o fragmento é mais ou menos assim: " (...) e tem gente que simplesmente tem medo" . Eu tenho medo. Tenho medo de uma porção de coisas. Quando eu era criança tinha medo do “Homem do Saco”, da Emilly Rose – aquela do filme 'O Exorcista' – de andar de elevador e das bruxas das histórias infantis. Hoje tenho medo de borboletas, de lugares fechados - É, eu sou claustofóbica - de assalto, de passar em pontes, de seqüestro, de levar fora, de ficar sozinha em casa, de filmes de terror, de exames de sangue, de andar de moto, de decepções e do inesperado. Mas, independente dos meus medos, eu vivo, vivo sim, e é simples também. Procuro, mesmo com medo, ir em frente. Na maioria das vezes eu não analiso os riscos, pois sei que se analisar demais não saio do lugar. Ter medo não é ruim, muito pelo contrário, foi por conta do medo que muitas vezes, ao longo do nosso processo evol...