Postagens

Feliz, de fato, aniversário...

Imagem
Sempre gostei de fazer aniversário, sempre gostei de comemorar, embora tenha uma mania boba de só comemorar com festa os anos ímpares. Gosto tanto que a minha empolgação chega a ser quase infantil, divulgo aos quatro - ventos a data, canto a lista de presentes, conto os dias que faltam. E não me importa se fazer aniversário acarreta ficar mais velha ou que o fato de que o tempo passa seja inegável. Não me importa que o passar dos anos signifique aumento das responsabilidades, das cobranças ou a redução das dúvidas e a concretização - mesmo que tecnicamente - das certezas. Não, definitivamente não me importa se ainda não me casei, tive um filho, se me tornei uma pessoa financeira, amorosa, social e pessoalmente bem resolvida, se plantei uma árvore, se continuo a ter medo de hemogramas, se escrevi um livro, ou se ainda guardo meus diários da infância. Se me perguntarem a minha idade, direi - 25! - muito prazer! Não me apego a estes detalhes, não me prendo a estes conceitos, pre...

O que eu aprendi com a minha avó...

Imagem
Para Nide Lisboa in memorian Desde que eu me entendo por gente, a minha avó sempre foi avó. Daquelas bem típicas, rosto enrugado, cabelos brancos, andar lento, muitas histórias, sabedoria adquirida pelos muitos anos vividos. Minha avó era, fisicamente, nada parecida comigo, tinha a pele branca, olhos pequenos e verdes, rosto oval. Mas isso nunca foi problema para ela afinal, a nossa família foi feita da mistura de raças e, a mim, e algumas outras primas, ela chamava carinhosamente de ‘ preta ’. Vovó tinha verdadeira adoração por todos os netos, gostava de casa cheia, de visitas de domingo. Era puro orgulho, sempre que tinha oportunidade enchia a boca pra falar das qualidades de todos e adorava contar sobre as gracinhas dos bisnetos. Gostava de agradar e não perdia a oportunidade para um mimo. Não se esquecia de nenhum aniversário, sempre telefonava e procurava saber notícias de todos. Era, literalmente, ‘ mãe-com-açúcar’ ! Aprendi muitas coisas com a minha avó, principalmente ...

Itacaré...

Imagem
Imagine um lugar que reúna, as mais lindas praias, o oceano tão azul quanto céu, cachoeiras de águas límpidas e quentes, esportes radicais de tirar o fôlego, trilhas e caminhadas em meio á mata atlântica, povo carinhoso e hospitaleiro, tudo isso embalado ao som do reggae e do forró pé de serra. Imaginou? Isso é Itacaré! As férias merecidas foram destinada á alguns dias neste paraíso na Bahia! E vale á pena dizer que tudo isso foi em excelente compania da turma mais animada e misturada que pode existir Enfim, voltei com o pique total, com as energias renovadas, muitas decisões tomadas, coração curado, e pronta pra encarar 2008 com muita garra e coragem!Itacaré faz bem pro corpo, pra alma e pro coração...É o que há! Dedico este post aos novos amigos feitos nestes dias tão bacanas que passamos juntos! Gih, Marcinho, Mari, Edu, Paula, Eli, Márcio e Carol, Jussara e Zezé, D. Ester, Livia, Pedro, Estephanie e Valdir, os guias Junior e Robinho, os meninos da pousada Villa n´...

A escova de dentes...

Imagem
Um conto sobre aquela velha história do “o que é seu é meu”. Quando se conheceram acharam, de cara, que tinham tudo á ver um com o outro. Logo após o primeiro encontro engataram um namoro que parecia, sob todos os aspectos, perfeito. Faziam tudo juntos, e não se separavam pra nada. Algum tempo depois veio a idéia de morarem juntos. Olharam um apartamento, nada muito grande, aconchegante e moderno, bem a cara dos dois. Dividiram desde o aluguel do imóvel, a compra dos móveis, as contas de água, luz, telefone, supermercado. Dividiam a mesma cama, o mesmo encontro dos corpos e a saliva trocada em cada beijo. Dividiam a mesma gaveta de papeis, o mesmo banheiro, o mesmo espaço para colocar calças no guarda-roupa. Então, resolveram que queriam mais. Não era suficiente só morarem juntos e dividirem as despesas, queriam oficializar a união, dividir o mesmo sobrenome. Casaram-se numa reunião intimista dividida com parentes e amigos. Optaram pela união com comunhão total de bens, afin...

3x4...

Imagem
Quase cem por cento das pessoas não gostam de seus respectivos retratos 3x4. Algumas têm verdadeiro horror em apresentar os documentos que constem desta singela fotografia de busto. Outras procuram fazer novas fotos para tentar, sempre em vão, achar uma que mais lhes agradem. Interessante é pensar por qual motivo, qual razão para tamanha fobia? E pensando nisso descobri que o retrato 3X4 na verdade, é a foto mais fiel do que somos. Da imagem que está de fato refletida no espelho. Não há poses, truques, sorrisos forçados, caras e bocas. Há apenas um rosto inexpressivo, sem emoções, sem sentimentos. Está registrado ali, um rosto sem máscara, simples, aparentemente normal, fisiologia igual a dos demais, cabeça, cabelos, orelhas, olhos, sobrancelhas, nariz, boca, queixo...Uma parte do corpo. O rosto que está no retrato 3x4 não diz o que se passou, o que viveu, suas tristezas, suas alegrias, seus sonhos, seus desejos. Nada diz sobre a vida. É só um rosto que identificará, que fará do seu do...

Em nome do Samba!

Imagem
A nossa majestade, o Samba! - Suplemento especial do BSP Dizem que, ‘Quem não gosta de samba, bom sujeito não é!’. Ruim da cabeça ou doente do pé pode até haver alguns, mas o Samba, seja como música ou manifestação cultural tem presença forte e marcante na construção da identidade do cidadão brasileiro A origem do samba tem raízes na África, trazido para o Brasil pelos escravos, misturou-se a cultura indígena e também dos brancos europeus, popularizado através das décadas por grandes nomes da cultura popular, o gênero a cada dia se torna mais brasileiro. O nome Samba é, ao que se cogita, uma variação da palavra angolana Semba, um ritmo religioso cujo significado é umbigada, devido à forma como era dançado. O samba tomou uma cara mais carioca no início do século 20 com a transposição de escravos da Bahia para o Rio de Janeiro, lá ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio. Surgindo assim o samba moderno como gênero musical. Alguns pesquisadores, atrelam o maxixe, o indu, o...

Longe do porto seguro...

Imagem
Um conto sobre a rotina, correr riscos e quebrar o protocolo de nossas vidas. “Você que só ganha pra juntar/O que é que há, diz pra mim, o que é que há?/Você vai ver um dia/Em que fria você vai entrar/Por cima uma laje /Embaixo a escuridão /É fogo, irmão! É fogo, irmão!/Você que não pára pra pensar/Que o tempo é curto e não pára de passar/Você vai ver um dia, que remorso! /Como é bom parar/Ver um sol se pôr/Ou ver um sol raiar/E desligar, e desligar” ( Testamento - Vinicius de Morais e Toquinho) Ouvira dizer certa vez que - “Se um homem não sabe a que porto se dirige nenhum vento lhe será favorável” . Ele era uma destas pessoas. Controlado, metódico. Planejava tudo, desde uma simples ida ao cinema até uma viagem ao exterior. Todos os amigos ficavam impressionados com a sua capacidade - Na verdade eles usavam a palavra: compulsão - de organização e controle. Ele tinha uma métrica. Que era perceptível até pelo elegante terno - corte perfeito - em plena harmonia com a camisa - da mai...