Postagens

Ao vencedor, a vitória…

Imagem
Arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais” (La Fontaine) Quantas vezes queremos competir pra ganhar? Ganhar mesmo, pelo prazer de ganhar. Se fazer merecedor do prêmio e de tudo o que a vitória acarreta. E, não venha com aquela história de que “ O importante é competir ” que na prática todos sabem bem que não funciona assim. Entretanto, vale a pena pensar que não, ganhar nem sempre é o que vai nos fazer melhores, mais felizes ou mais realizados. Ser o vitorioso nem sempre nos garante os louros da vitória. E nem sempre vencer é tudo na vida. Quando perder não se deve perder a lição, todo mundo já deve ter ouvido ou lido essa máxima por aí. Tudo bem, ninguém é obrigado a perder com a classe, somos todos passíveis de vitórias e derrotas. Ninguém deve envergonhar-se por sentir-se fulo da vida, deprimido ou simplesmente desanimado diante da derrota. Mas não é nos dado o direito como perdedores de nos fazermos de vítimas da situação e oprimidos neste mundo "cão" e injust...

Inaugurando linhagens, fundando reinos...

Imagem
Então, 01 ano de BSP! E de repente aquelas palavras tímidas de quem aspira, humildemente, escrever versos, textos e casos, viraram páginas de um mundo virtual, imenso e acessível. Adélia Prado, disse que ao escrever, ela estaria cumprindo uma sina, inaugurando linhagens, fundando reinos. Eu me valho de suas palavras, afinal, há um ano atrás fundava aqui um reino único, pessoal e intransferível. Reino de palavras soltas, de sentimentos díspares e ao mesmo tempo contíguos. Um reino de pensamentos errantes, de devaneios complexos, de incertezas, certezas, questionamentos. Reino de estórias, histórias, reino de um pouco - ou seria um muito? - da minha vida. Reino das minhas “pirações”, anseios, conceitos, peripécias. Quando resolvi fazer um blog, foi por uma necessidade pessoal de publicar aquilo que eu escrevia muitas vezes só pra mim. Certa vez, em um post disse que escrever era um vício, uma dependência de papel, caneta e eu - lírico , que não me importava se haveriam leitores ávi...

Por minhas asas...

Imagem
Intenso. Da tensão, o cume. E de lá avisto, numa panorâmica, todo céu. E se nada me prende, vôo por minhas asas. Vivendo intensamente, nada mais. ------------------------------------------------------------- Postscriptum: "O mundo é um samba que eu danço, sem nunca sair do meu trilho." (Até amanhã_Noel Rosa) ------------------------------------------------------------- Trilha Sonora - As músicas que embalaram este post: Poutpourri - Noel Rosa(MPB4_Noel Rosa) MPB4 - pout pourri de Noel Rosa

Feliz, de fato, aniversário...

Imagem
Sempre gostei de fazer aniversário, sempre gostei de comemorar, embora tenha uma mania boba de só comemorar com festa os anos ímpares. Gosto tanto que a minha empolgação chega a ser quase infantil, divulgo aos quatro - ventos a data, canto a lista de presentes, conto os dias que faltam. E não me importa se fazer aniversário acarreta ficar mais velha ou que o fato de que o tempo passa seja inegável. Não me importa que o passar dos anos signifique aumento das responsabilidades, das cobranças ou a redução das dúvidas e a concretização - mesmo que tecnicamente - das certezas. Não, definitivamente não me importa se ainda não me casei, tive um filho, se me tornei uma pessoa financeira, amorosa, social e pessoalmente bem resolvida, se plantei uma árvore, se continuo a ter medo de hemogramas, se escrevi um livro, ou se ainda guardo meus diários da infância. Se me perguntarem a minha idade, direi - 25! - muito prazer! Não me apego a estes detalhes, não me prendo a estes conceitos, pre...

O que eu aprendi com a minha avó...

Imagem
Para Nide Lisboa in memorian Desde que eu me entendo por gente, a minha avó sempre foi avó. Daquelas bem típicas, rosto enrugado, cabelos brancos, andar lento, muitas histórias, sabedoria adquirida pelos muitos anos vividos. Minha avó era, fisicamente, nada parecida comigo, tinha a pele branca, olhos pequenos e verdes, rosto oval. Mas isso nunca foi problema para ela afinal, a nossa família foi feita da mistura de raças e, a mim, e algumas outras primas, ela chamava carinhosamente de ‘ preta ’. Vovó tinha verdadeira adoração por todos os netos, gostava de casa cheia, de visitas de domingo. Era puro orgulho, sempre que tinha oportunidade enchia a boca pra falar das qualidades de todos e adorava contar sobre as gracinhas dos bisnetos. Gostava de agradar e não perdia a oportunidade para um mimo. Não se esquecia de nenhum aniversário, sempre telefonava e procurava saber notícias de todos. Era, literalmente, ‘ mãe-com-açúcar’ ! Aprendi muitas coisas com a minha avó, principalmente ...

Itacaré...

Imagem
Imagine um lugar que reúna, as mais lindas praias, o oceano tão azul quanto céu, cachoeiras de águas límpidas e quentes, esportes radicais de tirar o fôlego, trilhas e caminhadas em meio á mata atlântica, povo carinhoso e hospitaleiro, tudo isso embalado ao som do reggae e do forró pé de serra. Imaginou? Isso é Itacaré! As férias merecidas foram destinada á alguns dias neste paraíso na Bahia! E vale á pena dizer que tudo isso foi em excelente compania da turma mais animada e misturada que pode existir Enfim, voltei com o pique total, com as energias renovadas, muitas decisões tomadas, coração curado, e pronta pra encarar 2008 com muita garra e coragem!Itacaré faz bem pro corpo, pra alma e pro coração...É o que há! Dedico este post aos novos amigos feitos nestes dias tão bacanas que passamos juntos! Gih, Marcinho, Mari, Edu, Paula, Eli, Márcio e Carol, Jussara e Zezé, D. Ester, Livia, Pedro, Estephanie e Valdir, os guias Junior e Robinho, os meninos da pousada Villa n´...

A escova de dentes...

Imagem
Um conto sobre aquela velha história do “o que é seu é meu”. Quando se conheceram acharam, de cara, que tinham tudo á ver um com o outro. Logo após o primeiro encontro engataram um namoro que parecia, sob todos os aspectos, perfeito. Faziam tudo juntos, e não se separavam pra nada. Algum tempo depois veio a idéia de morarem juntos. Olharam um apartamento, nada muito grande, aconchegante e moderno, bem a cara dos dois. Dividiram desde o aluguel do imóvel, a compra dos móveis, as contas de água, luz, telefone, supermercado. Dividiam a mesma cama, o mesmo encontro dos corpos e a saliva trocada em cada beijo. Dividiam a mesma gaveta de papeis, o mesmo banheiro, o mesmo espaço para colocar calças no guarda-roupa. Então, resolveram que queriam mais. Não era suficiente só morarem juntos e dividirem as despesas, queriam oficializar a união, dividir o mesmo sobrenome. Casaram-se numa reunião intimista dividida com parentes e amigos. Optaram pela união com comunhão total de bens, afin...