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Insanas conjecturas matinais...

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(ou "Divagações da 2ª feira...") Posso acordar hoje e dizer que eu o esqueci, que estou 'morta' de vontade de ir trabalhar, que aquela espinha que apareceu do nada e a 'bendita' conjuntivite que eu peguei sabe-se Deus da onde não estão me incomodando. Posso acordar e tranquilamente escolher uma roupa ao léu no guarda-roupas, sair sem tomar café, esquecer a chave do portão no andar de cima, colocar a cachorra pra dentro e isso tudo estando atrasada. Posso acordar e simplesmente não esperar nenhuma ligação ou alguma satisfação, ir placidamente de carro com meu irmão mesmo sabendo que ele está a 160km por hora num trecho perigosíssimo da BR. Posso acordar e achar que tudo vai passar, mesmo sabendo que demora, que nada acontece ao acaso e que eu posso pintar minhas unhas de vermelho escarlate para ir naquela entrevista. Posso acordar e pensar nele sem doer tanto, saber que eu fiz a coisa errada mas assumir definitivamente o 'culpa zero', posso almoçar Mcdo...

Inaugure hoje, uma nova vida...

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" O ser dá as possibilidades, mas é pelo não-ser que as realizamos." (Lao Tsé) Aí está você com a sua vida de sempre, seu mundo de sempre, suas perspectivas de sempre. Algumas vezes chegamos a pensar que a vida está tão estagnada quanto a água no aquário do peixe Beta. Tão inerte quanto o ar parado dos dias de verão. Há momentos em que a vida da gente parece passar a mercê de nós mesmos. Estamos tão entregues à rotina de nossos dias corridos, com inúmeras coisas a fazer que a sensação que temos é de que somos apenas uma peça, e não a engrenagem, e que se acaso parássemos seríamos facilmente substituídos e ela continuaria a funcionar como sempre. Aí é que está a questão: não somos peças da nossa vida, somos a nossa vida! O que nos acontece não pode tornar-se aquilo que gere, dirige e determina como vamos vivê-la. Somos nós quem dá as cartas. Quem comanda o leme é este ser pensante, crítico, com defeitos e qualidades, com atitude, com ou sem razão, mas ainda sim vibrante, pulsa...

Largo a paixão...

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Nunca pensei que eu pudesse me apaixonar de novo, não depois da ultima peripécia em que me aventurei por estas paragens. Mas apaixonar-se é gostoso, gostoso demais. E é por isso que constantemente estamos apaixonados. Dá um certo ar de contos de fadas à vida, mesmo quando a realidade nos parece dura e cruel - Correria, trabalho, trabalho, trabalho... Já falei trabalho? Pois é, trabalho, stress, família, amigos, compras no supermercado, a nova habilitação da faculdade, o aluguel, médico, assinatura da revista, aula de dança - Enfim, seria bacana se tudo fosse simplesmente lindo, perfeito e cor-de-rosa. Mas estar apaixonado é, antes de tudo, um estado de espírito. E é um estado de espírito que transforma a gente e tudo à nossa volta. Pode até parecer uma visão otimista demais e quase ingênua, mas comece a reparar, paixão contagia. E assim como ela contagia ela invade. É, invade, porque ela não bate na porta, manda recado, pede licença ou liga avisando, ela chega, assola, se instala, arre...

Exposição "Arte e Cerâmica"!

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---------------------------------------------------- Postscriptum: Caros Amigos, Divulgando a arte, a cultura e a expressão! Vale à pena se programar e ir conferir o trabalho destes artitas! Parabéns antecipado para a minha hermana e cumadre "Tih" e para o grande amigo Alex pelos trabalhos com votos de muito sucesso: SEMPRE! ---------------------------------------------------- Trilha Sonora - Música para a exposição: Aquarela (Toquinho e Vinicius de Morais_idem)

O tsuru...

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Três tsuru de origami Pendurados na prateleira, um rebelou-se saiu voando pela janela. ---------------------------------------------------- Postscriputm: "Há muitas razões para duvidar e uma só para crer" (Carlos Drummond de Andrade) ---------------------------------------------------- Trilha Sonora: # Depois de tanto amor (Teresa Cristina e Paulinho da Viola_Paulinho da Viola)  

Minhas Piras...

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Me deixa aqui com as minhas piras. Minhas exclamações, minhas caras e bocas. Meus ensaios em frente ao espelho. Minhas muitas interrogações, seguidas de reticências infinitas, redundando em versos mal escritos. Sou um circulo imperfeito, feito a compasso. Eu me questiono porque no auge do meu pensamento viro apenas palavras, transcritas em folhas de papel pautadas de um lado só. Eu quero ficar aqui, quero correr mundos, eu quero tudo e ao mesmo tempo não quero nada, não ouço nada, não vejo nada. Quero aquelas paredes azuis, o nariz arrebitado dele, o falar incessante de alguém pequenino, a platinela do pandeiro soando ao fundo, aquela estrela do lustre, um incensário em forma de flor, algumas caixinhas de origami. Me deixa aqui com as minhas piras. Com as minhas frustrações, minhas soluções complexas e meu falar descompromissado. Meus milhões de folhas espalhadas pelo chão e os livros que leio todos ao mesmo tempo. Meus pés cheios de bolhas e os passos marcados de todas as d...

Peça Avulsa...

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Um conto sobre aquilo que não tem par. Ele era o típico bon vivant . Sabia de tudo um pouco, político, culto, moderno. Conhecia bons lugares, havia viajado quase o mundo todo. Estava sempre rodeado de bons e fiéis amigos e belas mulheres. Tinha um bom emprego e se relacionava bem com todos á sua volta. Vivia uma vida privilegiada, gostava de gozar dos prazeres da vida de solteiro, sabia aproveitá-la bem. Cada dia uma, cada noite outra. Não se prendia a nada, nem a ninguém. No entanto, não escondia que levava uma vida nestes moldes, se alguém questionava ia logo dizendo que era assim que ele gostava e pronto, que não sabia como viver de dois, era uno , como uma frigideira: uma panela sem tampa. O tempo passa e passa para todo mundo, independente de como tenha vivido a vida. E cada um, como é natural, foi procurando seu rumo. Seus amigos, aqueles fiéis, continuaram fiéis, mas agregaram á amizade: a esposa, os filhos, a casa e outras responsabilidades. O chopp do happy hour f...