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Sorriso aberto

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Certa vez me disseram que sorrisos eram códigos. Códigos secretos que traziam mensagens de bom ânimo a quem os recebesse. Sempre gostei de pensar que assim o é, que os sorrisos são um código secreto capaz de despertar no outro a vontade de sorrir também, quase que instantânea, quase que imediata. Inevitável e certeira, como uma seta que atinge o alvo. Hoje ouvi agradecimento – Sou eu quem agradece, moça do sorriso bonito – acompanhado da frase um sorriso aberto, sincero. Meu interlocutor não vem ao caso, mas esse fato roubou a minha atenção e logo em seguida tocou no meu playlist a música que embalou este post. Minha mãe costuma dizer que eu gosto de sorrir enviesado, com o canto da boca e que isso havia se tornado a minha marca registrada. Mas gosto de sorrir por inteiro, sorriso é entrega. Um sorriso bem dado denota o quanto estamos relaxados, dispostos, animados, descontraídos ou simplesmente de bem com a vida. Um grande amigo me disse certa vez que sorriso bom era aquele sorriso c...

Oração de Gestalt

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“Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas e você não está neste mundo para atender às minhas. Você é você e eu sou eu. E, se por acaso, nós nos encontramos, é lindo. Se não, nada se pode fazer.” (Oração de Gestalt) Recebi há um tempo um email de uma amiga com a Oração de Gestalt. Detesto correntes, PPS e coisas do gênero, mas a pequena oração veio a calhar com o momento que eu vivia até então. O que faz as pessoas pensarem que estando elas umas com as outras, automaticamente, as faz donas, exclusivas, da vida do outro?! E, olha, não estou falando em ciúme porque ciúme me dá preguiça. Falo na verdade desta mania que as pessoas têm de se anular, viver a vida do outro como se fosse a sua própria. De não compreender que cada um tem a sua vida, as suas coisas, suas pirações próprias, seus gostos, desgostos e outro bocado de coisas que são de cada um. Afinidades?! Coisas em comum?! Elas podem e vão existir, isso é óbvio, ...

Remédio amargo

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Durante a minha crise de lombalgia precisei tomar um remédio que, após ingerir o comprimido, deixava um gosto ruim e amargo na boca. No entanto o dito remédio fazia efeito quase que imediato além de ter extinguido a dor em um curto espaço de tempo. O gosto amargo incomodava, mas passava logo. Agradeci à Deus os avanços da medicina e pensando no remédio é que parei para analisar, quantos problemas a gente passa que nos torturam, atormentam, nos deixam doentes e quantas vezes temos que tomar uma decisão, nos posicionar, nos colocar à prova, dar a cara à tapa mesmo sabendo que este tapa vai doer como o diabo?! Questionamentos à parte. É sobre essas decisões, sobre essas atitudes que a gente tem que tomar que fiquei aqui pensando com os meus botões. Na verdade, fiquei pensando em nosso medo de tomar uma decisão, de encarar a verdade dos fatos, de se posicionar diante de algo que não temos tanta certeza, da nossa insegurança em abrir mão do certo pelo duvidoso. Do eterno dilema da virgem (m...

Eu tô falando de amizade

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"É tão forte quanto o vento quando sopra, tronco forte que não quebra, não entorta... Podes crer, podes crer, eu tô falando de amizade." (Podes Crer - Cidade Negra) Segunda-feira, toca o telefone em casa. Papai atende – Cinara! É pra você! – Após o sonoro ‘Oi’, do outro lado da linha a voz familiar do meu interlocutor – Ci?! – Não nos falávamos desde o natal e para quem todos os dias trocava emails, telefonemas e encontros furtivos nos corredores da PUC, além da carona da 4ª feira, ficar sem se falar quase um mês é, no mínimo, estranho. Então, ouvir o alegre ‘Ci’ da Julia a muitos quilometros de distancia tem lá o seu peso! Enfim, foi esse telefonema que desencadeou este post. Conheço a Julia 'há séculos', fomos vizinhas durante anos e, mesmo quando ela se mudou com a família para outro bairro, continuamos amigas. Ela é o meu oposto, somos fisicamente diferentes, fizemos faculdades diferentes, temos gostos diferentes, estilos diferentes e, é claro, pensamentos e opi...

Coração de Duralex

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Então, essa é a realidade! Tô com o coração em caquinhos, pequenos e difíceis de juntar. Fazer o quê?! Se apaixonar é uma roleta russa, às vezes dá certo, outras não. É um tiro no pé que dói, dói mesmo, dói muito e às vezes é difícil suportar tanta dor. Parece que vai faltar ar, faltar chão, faltar espaço, faltar o controle sobre a gente mesmo. Tudo isso porque falta, falta o amor do outro, a reciprocidade do outro, a mão do outro, a paixão do outro, falta o outro. E por falar em ‘caquinhos’, lembrei daqueles copos DURALEX, que quando quebram se partem em diversos pedaços sem pontas que facilitam na hora de recolher. Será que tem jeito do meu coração ser de vidro DURALEX?! Se não tiver, tem jeito dele ao menos ser mais resistente na queda?! Porque o pior da ilusão é o tanto que a gente se machuca quando ela acaba, todas as outras coisas a gente passa por cima, dá um jeitinho de amenizar, mas quando se trata da gente, de recolher os nossos caquinhos, de se refazer, a coisa é bem mais co...

Após um longo e tenebroso inverno...

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(...) Estamos de volta! De volta por estas paragens, por estas terras onde há dois anos eu tenho contado as minhas peripécias pelo mundo, mesmo quando o mundo não ultrapassa as fronteiras das montanhas de BH. Obrigada à todos pelo carinho, emails, mensagens perguntando quando estaria de volta. As férias foram necessárias caros amigos, como ainda são necessárias algumas muitas coisas que com o tempo se ajeitam! Divirtam-se com o novo layout , com as novas peripécias, os novos posts e a mesma Bailarina de sempre! Abraços saudosos, Bailarina PS: Favorzinho...Alguém tem o código HTML que impede o ctrl-c-ctrl-v dos textos?! Mandem pra mim, perdi o meu quando refiz o layout!

26...

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"Envelhecer, certamente, com a mente sã. Me renovando, dia a dia, a cada manhã. Tendo prazer, me mantendo com o corpo são. Eis o meu lema, meu emblema, eis o meu refrão!" Houve uma época em que tudo o que eu queria era fazer 18 anos. Os 18 chegaram, a ‘maioridade’ chegou e junto com ela toda a responsabilidade que se adquire obrigatoriamente. Mas fora isso não mudou muita coisa e logo chegaram os 19, os 20, 21 e por aí vai. Quando fiz 25, parei para pensar que já eram muitos anos de vida, ¼ de século, muita água que havia passado por baixo da ponte. Fiquei satisfeita com o saldo até ali e vivi bem a ‘nova idade’. Agora chegaram os 26, alguém brincou comigo que se até então havia subido a ‘serra’ chegou o momento de começar a descer, mas descer pra onde?! Se estou ficando mais velha em contrapartida (ou seja lá como for que se escreve nessa nova regra – Alguém me dá uma gramática de presente?!) estou ficando mais experiente e consequentemente, crescendo. Mas confesso que pela ...