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Desapego

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“Então eu soltei a cordinha que te prendia ao meu dedo e te deixei voar...  Enfim leve, levíssima, quase flutuando.” [Karla Thayse] "Garçom! Uma dose de amnésia e duas de desapego, por favor."  [Caio Fernando Abreu] Quando minha cachorra morreu, chorei dias a fio. Durante anos aquele serzinho de 4 patas, mudo das palavras foi minha companhia fiel e sincera, até quando depois de uma bronca por ter destruído um chinelo ou qualquer coisa assim, deitava ao meu lado no sofá e colocava a cabeça sobre meu colo, como quem diz: Me perdoe – E eu perdoava, mesmo sabendo que ela faria novamente.  Descobri assim que apego é uma coisa complicada. Logo eu, que sempre preguei o desapego como estilo de vida me vi as voltas com seu oposto. Vivi nesses meus 28 anos inúmeras perdas, pessoas queridas que partiram, amores que passaram, amigos que foram do mesmo jeito que vieram, sofri cada uma dessas despedidas e por sua vez, cada um desses desapegos.  A gen...

Releituras II

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"Corações nunca serão práticos até serem feitos de material inquebrável."  [Homem de Lata, no filme 'O mágico de Oz' - 1939] Com vocês, Coração de Duralex . Doce abraço, 

2007

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"Um brinde a mim, que já passei por tanta merda e continuo aqui, de pé." [Tati Bernardi] Não. Você não leu errado nem tampouco eu estou atrasada. O título é esse mesmo: 2007. Mas falar de 2007 quando 2012 nem bem chegou parece coisa de quem vive de passado num saudosismo medíocre.  Mas sim. Saudosismo por falar de 2007 é inevitável. 2007 foi um daqueles anos que nunca deveriam ter acabado. Vida profissional, pessoal, amorosa e social em perfeito estado de graça, um entra e sai de boas notícias, boas surpresas, expectativas superadas e mais um sem número de coisas fantásticas acontecendo. Se fosse eleger o ano da década sem dúvida alguma, seria 2007.  Passei um 2011 de merda, me desculpem os mais puritanos, mas é verdade. Foi um ano onde fiquei fora de BH num ritmo louco de 12 horas de trabalho, e nem o cenário de praia contribuía pra amenizar as coisas. Foi um ano onde minha vida se viu balançada, vi meus pais ficarem doentes, descobri que embora fisic...

I will survive

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Para L.A.B.N “Oh no, not I! I will survive! Oh, as long as I know how to love, I know I'll stay alive! I've got all my life to live. I've got all my love to give. And I'll survive! I will survive(…)” “Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer, e eu vou sobreviver! O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber(...)” Pode parecer otimista demais, e até um tanto quanto dramático, mas eu vou sobreviver. Vou sobreviver porque todo mundo já esteve na 'fossa' alguma vez. Vou sobreviver porque eu sei que no fim, o tempo tira o incurável do centro das atenções. E olha, pode demorar, mas essa hora chega porque ela é inevitável. Foi assim com você. Quando ‘voltou’ pra minha vida me encontrou refeita (e aí qualquer alusão a ‘Olhos nos olhos’ do Chico não é mera coincidência) e disposta pós um mês e meio morando em outro estado. Encontrou meu coração restaurado, de pintura nova, com flores no jardim, janelas pintadas de azul e um tapete d...

Releituras I

"Desculpe a falta de abrigo, é que agora eu moro no caminho." [Marla de Queiroz] A inspiração deve estar vindo de trem, apreciando a paisagem, caros amigos. Não sei quanto tempo ela vai demorar pra chegar e por isso me propus uma reformulação pessoal. Enquanto a inspiração não chega e a reformulação acontece, resolvi pra não perder o costume de postar sempre no dia 2, relembrar textos antigos nesses 4 anos de blog. Hoje escolhi um conto de agosto de 2007, espero que gostem da 'releitura' e prometo: tão logo a inspiração - essa boa filha - a casa retorne, novas crônicas e contos por aqui. Por hora, vez por outra um insight ali e acolá você encontra no Let it be , enjoy it! Para reler o conto basta clicar no link, com vocês: Santa Paciência .  Doce abraço, Bailarina

Reformulação

Caro leitor,  O #BSP passará por uma reformulação pessoal e por isso ficaremos um tempo sem atualizações por aqui.  Obrigada pela compreensão. Até qualquer dia desses,  Bailarina

Pro teu bico

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" Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida(...)Nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva(...)Ser seu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida e algum veneno anti-monotonia(...) "  [Cazuza] Eu disse que queria um amor bonitinho. Assim, com todas as letras, soletrando o ‘bonitinho’ para dar ênfase e importância devida ao fato. Na cadeira da frente a cara da terapeuta era de: ‘Pronto, descobriu o Brasil’ - Mas acho que pra mim era bem isso mesmo, descobrir que eu queria uma amor bonitinho, daqueles de propaganda de margarina, era como descobrir o Brasil, com direito à Caravelas e carta do Caminha pra contar a boa nova. Passei os últimos anos rejeitando toda e qualquer hipótese que remetesse a esse tal amor bonitinho. Passei anos fazendo a ‘descolada’, bancando a ‘ heartbreaker ’, renegando ao amor o papel de vilão do meu filme que nunca tinha final feliz.  Passei anos me escondendo sob o disfarce da mulher independente...