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Família de Alcoviteiros...

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Todos! Todos são alcoviteiros na minha família. É impressionante como esse pessoal gosta de tentar arranjar, a qualquer custo, um namorado, marido, amante ou afim para aqueles membros da família que estão solteiros. Cheguei ao ponto de pensar em ganhar dinheiro com eles, uma agência de matrimônios, um site de relacionamentos, sei lá! O alvo favorito de todos neste momento é essa pessoa que aqui vos escreve. Já perdi a conta das inúmeras vezes que escutei a frase: “ E o namorado? Meniiiiiinaaaa! Vou te apresentar o primo de um amigo da prima da vizinha do cunhado do irmão do meu primo terceiro por parte de pai, que é um partidão!” ou “Tá na hora de casar hein Cinara!” , e outras mais...Peloamordedeus! É fato que eu quero um namorado, mas não estou matando cachorro a grito! De tanto ouvir estas perguntas, criei aquilo que chamo de "Guia prático de respostas curtas para tias, tios, avós e afins" , neste guia relacionei as respostas para as perguntas mais freqüentes feitas por e...

Ansiedade é querer...

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Descobri que algumas coisas nunca vão mudar. Sou ansiosa mesmo! Já tentei de tudo, terapia, Reiki , Yoga ...em vão! Continuo atacando o chocolate e os chicletes – Quero Trident Freshmint tamanho família! – Ultimamente tenho canalizado esta ansiedade para a prática, sempre saudável, de escrever. Já comentei sobre isso, portanto, não irei me estender. Descobri também que toda essa ansiedade é inerente a mim, ela existe num mundo paralelo, sofro na verdade, de uma ansiedade momentânea. E ela se define pela, como já dizia minha mãe, filosofia do peru de natal: “Morre de Véspera!”. Pode rir, mas é verdade, morro de véspera, fico em cólicas aguardando alguma coisa acontecer, levanto as mais inúmeras e improváveis hipóteses, questiono as mais loucas possibilidades e, entre um chocolate, um café e um Trident Freshmint , tento me controlar para focar meu pensamento no que é importante naquele momento. E isso inclui todas as coisas da minha rotina diária, para as quais eu tenho que focar a minh...

Mel, própolis, chá quente, aspirina e cama...

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"Ah...Se a juventude que essa brisa canta. Ficasse aqui comigo mais um pouco. Eu poderia esquecer a dor, de ser tão só pra ser um sonho...Pois tálves, quem sabe, o inesperado faça uma surpresa, e tenha alguém que queira te escutar...E junto a mim queira ficar..." (Eu e a Brisa - Jhonny Alf) É inevitável algumas vezes escrever sobre o que acontece na minha vida, mesmo porque, ultimamente ela daria um dramalhão mexicano. E seria um daqueles bem, mas bem clichês, com direito a “ D.I ” (vulgo: Donzela Indefesa; mocinha e afins) neste caso – Eu – e galãs, irmãs-amigas, amigas-irmãs, vilãs e vilões terríveis...Aí, aí, se conto de fadas não existe, eu invento o meu! Bem, depois de dois finais de semana de, digamos, descanso, voltei à ativa com as baladas, entenda-se: SAMBA . É como sempre digo: para mim o samba é hoje, sempre e todos os dias. Dançar é como respirar, é um momento onde meu corpo, minha mente, minha alma e meu coração estão tão conectados que posso senti-los em cada...

Chamada de Paris...

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Para Phill Uma ligação á noite agita o silêncio como um grito. Para aquele que liga: o chamado. Para aquela que não espera: a surpresa. Oi. Oi. Saudade. É, eu também. E, de repente a Torre Eiffel é só um monumento dentro do seu quarto. E a distância nem parece tão grande assim. Dobrando aquela esquina, avista-se o Champs-Élysées . Enquanto aqui, tocava Ana Carolina. Dele preferida. Tudo estava mudado, a conversa ficou franco-brasileira, e foram muitos os risos. Belo Horizonte agora era somente um postal, colado na parede do escritório, junto a dedicatória borrada do que já foi um amor ( Encore je t´aime ). E a solidão assolou aquela que parecia dura. Ficou-se um choro contido. E a ligação, enfim, chega ao fim daquilo que já teve começo, com promessas de dar mais notícias. Mas não se preocupe, Paris é logo ali.

O Hemograma...

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O médico pediu. Resisti. Minha melhor amiga tentou me convencer. Desconversei. Minha mãe exigiu. Fui obrigada. Tive que ir sem me queixar. A longa espera alça a minha adrenalina e ela corre pelas veias languidamente... Suor, tremores, agitação. Aquela cadeira é pequena. Maldita agulha. Mergulho num momento de baixa pressão, e vou caindo... Tragada de volta com um tapinha nas costas, generoso, do meu carrasco vampiro. Parabéns, você sobreviveu!

Quero ser Carlos Drummond de Andrade...

Acordei com dor de cabeça. Não é raro isso acontecer, mas ainda sim é desagradável. No meu momento único, o constante e longo caminho de casa até a empresa, passou comigo lendo uma literatura comentada sobre a obra de Drummond. A condição poética deste conterrâneo me faz mergulhar em devaneios sublimes, comecei a parafrasear seus poemas na esperança de neles achar os meus próprios. Descobri, inútil a tentativa e vã a intenção. Pobre de mim, virar Drummond... Mas ele, ainda que distante, se compadece de mim, e me presenteia, e suas palavras caem como uma luva... “Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será. Inútil você resistir ou mesmo suicidar-se. Não se mate, oh não se mate, reserve-se todo para as bodas que ninguém sabe quando virão, se é que virão.” (Não se Mate – Carlos Drummond de Andrade, do livro Brejo das Almas, 1934)

O vício de escrever...

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"Mas o que sinto escrevo.Cumpro a sina.Inauguro linhagens, fundo reinos -- Dor não é amargura." ( Com licença poética - Adélia Prado) Cá estou eu novamente...trocando o velho caderno pelo teclado do lap...gosto da idéia dos meus dedos, com as minhas unhas pintadas de vermelho, tocando de leve cada tecla negra... Descobri que escrever sempre me fora um hábito. Gosto do momento único e do prazer inexplicável que a escrita me dá...é como um vício. Virei uma viciada neste blog. A bailarina agora quer dar uma de escritora com ares de importância....Para alguma coisa há que ter servido quatro anos sentada naquelas cadeiras da PUC. Estou virando um híbrido: Bailarina-Poeta. E a escrita não vem sozinha porque, geralmente, um vício puxa o outro. Ela anda acompanhada da leitura, que na verdade, acho eu, veio primeiro. Horas a fio, lendo, relendo, lendo novamente, noite a dentro. Para acompanhar este momento: "on the rocks", Chico e tempo, muito tempo... As noites frias que ch...