hunm...poxa vida...a tempos não vinha aqui..e, qdo venho...enfim...o lance que essa semana, estava eu compondo umas ideias naufragaveis, e bum....la estava o titulo do seu blog...bem no meio da ideia, (..bla bla bla....como uma "a bailarina da sandalia de prata" ...) e na hora....lembrei aqui do blog.... bom...ao voltar, avise-nos la no velhas palavras!! Valews, volte logo!
(Leia ao som de Love in the dark , da Adele) Todo relacionamento começa no escuro, no desconhecido espaço do outro e tudo o que ele traz consigo. Raramente a gente avalia a carga disso, a gente pega nossas coisas, nosso espaço e pula, pula torcendo pra essa piscina não ser rasa. Amamos no escuro, neste confortável lugar onde a gente só precisa, de certa forma, se conectar. Nesse espaço-tempo onde o amor serve de amálgama, consolidando tantos outros sentimentos. O amor, esse ser resistente, persistente, insistente. Ele cresce no escuro, nas zonas abissais que a luz da clareza, da razão e do senso muitas vezes não entra. O amor cresce, floresce e perece. E aí não se pode mais amar, no fundo da piscina que nossos pés tocam. Naquele lugar onde o desconforto nos convida, gentil como um rinoceronte em fúria, a sair. Não dá tempo pra juntar tudo, se pega o essencial, às vezes, nem isso. Então, se faz o movimento de volta à superfície, sem tempo pra descompressão, apenas de dar...
(Leia ao som de O portão, com Roberto Carlos) No último dia 16 o Lucky partiu. Há algum tempo ele estava com a saúde bem ruim, embora todos os meus esforços para que a fase idosa dele fosse com a melhor qualidade possível - e, acredite, eu não poupei força, nem grana. Acho que ele estava cansado dessa vida de vai no veterinário, toma '500 e 50 e 10' remédios, não pode subir escada, sofá nem pensar, tira os brinquedos pra ele não ficar agitado; eu já estava cansada, imagina ele, cujas únicas funções na vida eram: correr e latir pro gato do vizinho, tirar uma sonequinha encostadinho na gente, brincar com todos os seus brinquedinhos e ser perfeito sem defeitos. Eu sempre soube que ele partiria um dia, confesso que não esperava que fosse depois de 11 anos com a gente. Talvez, se eu desse todas as condições, ele poderia viver mais um tempinho, pensava esperançosa. Eu também já sabia sobre esse luto, sobre a dor de ter de vê-los partir quando a gente queria que ficassem e eu também ...
(Leia ao som de Vinte e poucos anos , do Fábio Jr, com Filipe Catto) Dia desses fui receber uma encomenda e o rapaz que entregou perguntou meu nome, o pacote estava em nome do André, respondi: Ci-na-ra, já emendando um 'com C de casa e N de navio', porquê raios não sei, todo mundo escreve Simara - certamente por conta da cantora de sertanejo, mas me recuso a aceitar isso. Logo em seguida, ele me solta: nossa, mas você é nova pra chamar Cinara, as únicas que eu conheço são avós! Eu nem pude falar muita coisa, a única Cinara que eu conheço foi a que deu inspiração pro meu pai e, no google que eu dei, vi que ela já tem mais de 70. Então, fiz troça falando que eu era jovem com alma de idosa, por isso o nome era bem próprio. Mal sabia ele que a jovem aqui já está quase na casa dos quarenta, 39 é meu último ano nos 'inta'. O terceiro aniversário na pandemia foi há poucos dias e a dor nas costas, a paz da casa arrumada e o celular no silencioso full time , tomaram o lugar...
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